Feira de Caruaru

A Feira de Caruaru é mais antiga do que a própria cidade. A sua história remonta ao fim do século 18, quando o capitão José Rodrigues de Jesus deu ordem para a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Ao redor da capela, surgiu um pequeno comércio de rua. A realização das festas em homenagem à padroeira contribuiu para o crescimento da feira e, consequentemente, o desenvolvimento da vila, que deu origem à cidade de Caruaru.

   Em 1992, a Feira de Caruaru foi transferida para o Parque 18 de Maio e, em 2006, recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, inscrito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Livro de Registro dos Lugares.

   Cantada em verso e prosa, a Feira de Caruaru resguarda diversos aspectos de nossa cultura: costumes, literatura, música e gastronomia. O Polo Gastronômico da Feira abriga seis restaurantes para quem quer provar a culinária local. Sarapatel, buchada, bode, carne de sol e outras delícias regionais são oferecidas ao visitante.

   No entorno do Parque 18 de Maio, funcionam 14 feiras livres que atendem à população local e a cidades vizinhas: Feira da Sulanca; Feira de Artesanato; Feira de Importados; de Raízes e Ervas Medicinais; de Flores e Plantas Ornamentais; de Couro; de Bolos, Gomas e Doces; de Ferragens; de Artigos de cama, mesa e banho; dentre outras. Além das feiras, o Parque 18 de Maio abriga ainda o Mercado de Carne, o Mercado de Farinha, a Casa da Cultura José Condé e a Casa Rosa, prédio do antigo matadouro municipal, requalificado para se transformar em mercado cultural.

Endereço:

Parque 18 de Maio, Centro

Funcionamento:

de segunda-feira a sábado, 8h às 17h. Aberta aos domingos na alta temporada, 8h às 13h.

(somente nas segundas-feiras pela manhã)

   A Sulanca é uma feira que surgiu, inicialmente, na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, a 56 Km de Caruaru, para comercializar as peças de vestuário confeccionadas com retalhos de helanca trazidos da cidade de São Paulo. Com a localização privilegiada no encontro entre 2 BRs e com seu histórico de grande feira popular, a comercialização dessas peças rapidamente estendeu-se para Caruaru, onde ganhou proporção.

   Embora o termo “sulanca”, durante muito tempo, tenha ficado conhecido, pejorativamente, como roupa de baixa qualidade, percepção que também acompanhou a feira, progressivamente, com a melhoria da qualidade dos materiais e de sua fabricação e acabamentos, o entendimento modificou-se e, hoje, tem sido outro, muito mais positivo, muitas vezes sendo apontado como referência de peças de boa qualidade e baixo custo.

   Atualmente, a Feira da Sulanca vende no varejo e funciona também como fornecedora de artigos em atacado para centenas de pequenos comerciantes de outras cidades, que chegam semanalmente em ônibus fretados vindos de diversas partes do Brasil.

(somente nas terças-feiras pela manhã)

   Devido à proporção que ganhou, a Feira do Gado foi transferida para as imediações do Aeroporto Oscar Laranjeira. Essa feira é um encontro de negócios dos pecuaristas de cidades vizinhas e de outros Estados e, além do gado, outros animais são comercializados como: cavalos, cabras, bodes e outros animais de pequeno porte para abate ou criação.

   A área que abriga a Feira de Artesanato reúne mais de 400 comerciantes que vendem produtos de manufatura artesanal produzidos em barro, couro, madeira e diversas outras matérias, além de bordados, brinquedos populares e todo tipo de artesanato produzido não só na cidade, mas em toda a região.

   É nesta feira onde há inúmeros comerciantes de frutas, verduras, flores, raízes e ervas, gomas, flandres, panelas e utensílios. Além de abrigar o Mercado de Farinha e o Mercado de Carnes, há também o setor permanente de venda de roupas, confecções e acessórios.

   Com uma grande variedade de produtos eletrônicos e acessórios, este segmento da Feira de Caruaru é, popularmente, conhecida como feira do Paraguai e ocupa uma área significativa no Parque 18 de Maio.