Dados Históricos

A história do surgimento de Caruaru guarda semelhanças com a de outros municípios de nossa região. Surge em terras habitadas pelos índios tapuias-cariris de tribos como as xucurus, karapotós e xocós que, após a chegada dos portugueses no século XVI,  têm seu território colonizado e dividido em vilas que passam a pertencer à então capital pernambucana, Olinda. As vilas do interior, além do povo indígena, acolhiam os quilombolas que fugiam do litoral, principalmente após a invasão holandesa a Pernambuco.

A partir de 1811, as terras de Caruaru desmembram-se da então capital, Olinda, e passam a pertencer ao recém criado Município de Santo Antão da Mapa com a denominação de Freguesia do Caruru. Em 1833, estas terras passam a ser propriedade do município de Bonito. Somente em 1848, a então Caruru,  através de Lei Provincial nº 212, desvinculou-se do município de Bonito, constituindo-se Vila de Caruaru, com sua Câmara de Vereadores instalada em 16 de setembro de 1849 e passando a funcionar sob a presidência do ten-cel. Francisco Xavier de Lima. (BARBALHO, 1993, p.18)

Compondo esta história, está a fazenda de Simão Rodrigues de Jesus, cujo neto, José Rodrigues de Jesus, tornou-se herdeiro das terras antes abandonadas e que margeavam o rio Ipojuca, um dos locais de paragem para alimentação e repouso do gado que atravessava o estado, do Litoral ao Sertão. Da movimentação de gado na fazenda surgem as primeiras trocas, a feira e uma capela construída por José Rodrigues em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, país de descendência da família Rodrigues de Jesus. Esta fazenda guardava o nome da Freguesia, Caruru e foi, junto com o Rio Ipojuca, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e a feira, a pedra fundamental para o surgimento da Vila de Caruaru, posteriormente emancipada, dando vida ao município de Caruaru, como hoje o conhecemos.

Dentre as inúmeras mudanças ocorridas ao longo das décadas, surgem novos monumentos, igrejas, catedrais, instituições de ensino e um vasto comércio. Chegam à cidade ferrovias, indústrias e também o comércio da sulanca, que potencializam a feira e colocam Caruaru como um dos maiores centros de confecção do país, com sua famosa Feira da Sulanca. O artesanato ganha ímpeto nas mãos do mestre Vitalino e a cidade torna-se famosa e aplaudida a partir da erudição e da literatura dos irmãos Condé. A economia é pujante e torna a cidade reconhecida como a capital do Agreste. 

Caruaru, tanto hoje como ao longo de sua existência, supre as demandas de dezenas de municípios da região que vêm à cidade atraídos por sua economia, cultura, infraestrutura médica, educacional e de lazer. Prospera cada vez mais ao longo dos anos, moderniza-se, amplia-se, renova sua malha urbana e seus equipamentos, destaca-se em tecnologia e figura, dentre seu vasto sistema de comércio, indústria e serviços, como umas das mais prósperas cidades de Pernambuco e da região Nordeste, ocupando um dos mais altos índices de cidade com melhor qualidade de vida, no Brasil. Nossa Caruaru é exemplo de bem-viver tanto para quem nasceu aqui como para os milhares de cidadãos que a adotam de corpo e alma e que contribuem para que a cidade seja cada vez mais bela e admirada.